La Roja Bicampeã: Espanha Supera Argentina na Prorrogação e é Campeã do Mundo
Com gol de Ferran Torres aos 106 minutos e um jogo de controle absoluto, a Espanha derrota a atual campeã Argentina e conquista o segundo título mundial da sua história.
Com gol de Ferran Torres aos 106 minutos e um jogo de controle absoluto, a Espanha derrota a atual campeã Argentina e conquista o segundo título mundial da sua história.

AEspanha é bicampeã do mundo. Em uma final contra a antiga atual campeã Argentina, La Roja teve êxito onde muitos apostavam na sequência da hegemonia albiceleste — e o fez do jeito que virou sua marca registrada: com bola no pé, paciência e controle.
O primeiro tempo foi de domínio espanhol. Mais posse, mais ações ofensivas e um Rodri onipresente no meio-campo. O volante do Manchester City acumulou 50 passes apenas na etapa inicial, ditando o ritmo e sufocando a saída de bola argentina.
No segundo tempo, a Argentina teve suas chances, mas a seleção espanhola manteve o controle. Lamine Yamal, a estrela da nova geração, apareceu mais nos minutos finais da etapa, embora as chances criadas não tenham sido bem aproveitadas. Aos 62 minutos, Luis de la Fuente sacou uma peça de criação e lançou Ferran Torres — e a Espanha mudou o estilo de jogo, ganhando profundidade pelos lados.
Faltando um minuto para o fim do tempo regulamentar, Enzo Fernández cometeu uma falta feia em Cubarsí e levou o segundo amarelo. A Argentina jogaria o resto da partida com um a menos. Foi o ponto de virada psicológica de uma decisão que já pendia para o lado espanhol.
Na prorrogação, o domínio aumentou. A Espanha chegou a balançar as redes aos 96 minutos, com Mikel Merino, mas o gol foi anulado após pisada do meia em Otamendi. O árbitro foi ao VAR e voltou para invalidar o lance — alívio momentâneo para uma Argentina cada vez mais encurralada.
No segundo tempo da prorrogação, a Espanha voltou atacando. Aos 106 minutos, veio o gol que valeu o mundo: Ferran Torres abriu o placar, aproveitando bola trabalhada dentro da área após tabela no lado esquerdo. Do banco espanhol saiu um rugido; do argentino, o silêncio.
Dali em diante, a Argentina se lançou ao ataque em desespero. Aos 120 minutos, Senesi teve a chance mais clara de empate e mandou para fora sozinho, dentro da pequena área. No último lance da partida, em um escanteio, os hermanos ensaiaram uma jogada: Tagliafico escorou de cabeça para Giuliano Simeone, que encheu o pé e mandou por cima do travessão.
Fim de jogo. A Espanha se sagrou pela segunda vez campeã mundial, 16 anos depois da conquista de 2010 na África do Sul.
La Roja voltou ao topo do futebol mostrando que não basta um time repleto de craques como talvez a França. Para ganhar uma Copa é preciso ter organização, espírito coletivo e um time que joga como uma só família. Foi exatamente isso o que a Espanha entregou de Miami à final em Nova Jersey — e o que a Argentina, mesmo com Messi, não conseguiu superar.
Carregando…

Messi e Mbappé tiveram números ofensivos superiores. Bellingham brilhou. Mas o prêmio da FIFA reconheceu o jogador que mais impactou o torneio.

Harry Kane comandou o ataque inglês com dois gols e uma assistência em confronto marcado por reviravoltas, defesas frágeis e um final dramático.

Cinco Copas disputadas, onze gols marcados, uma geração inteira sob seus ombros. Cristiano Ronaldo sai de campo pela última vez com uma seleção, em lágrimas, aos 41 anos.